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19 agosto, 2014

Irmãs...


Hoje é dia do aniversário de minhas irmãs gêmeas.

Passei o dia todo com minha dupla de netinhas e, por conta de minhas irmãs morarem fora e nossos fusos diferentes, não consegui falar com elas, nem por Skype.

Fiquei observando as duas irmãzinhas, irmãs no sentido mais puro e primordial do termo: em todas as idas e vindas, uma ficava tentando chegar primeiro que a outra nos lugares. A maior muitas vezes enrolando a menor, a menor chorando e ganhando a disputa com a intervenção da mãe. As duas querendo um mesmo livro, um mesmo carrinho, uma mesma boneca, um mesmo tudo. A maior brincando num brinquedo, a menor esperando a vez. A menor comendo tudo, a maior enrolando. Uma correndo para um lado a outra disparando para outro e nós dividindo pra qual lado correr. As duas falando ao mesmo tempo e querendo o meu olhar. A menor falando numa língua incrível, mistura de português com olhares arregalados, cabeça no ombro e boca de beijinho, complexo demais para mim, e a maior traduzindo com muita calma, explicando que ela falava do passarinho que bateu no vidro e fez dodói. As duas rindo juntas, as duas chorando juntas, ... A maior abraçando a pequenina com olhar de tanto amor. A menor olhando a maior com adoração eterna...

Lembrei muito de vocês, muito de nós, irmãs, de como esse nosso amor foi sendo construído desde tão pequeninas, entre muitos tapas e beijos, disputas e solidariedade. Lembrei de como é fundamental a vida de vocês em minha vida. Lembrei da saudade que faz parte de meu rosto no espelho da manhã. Lembrei de como é bom saber que, aconteça o que acontecer, temos umas às outras.

Como queria estar hoje aí comendo um bolo de morango com chantilly, jogando conversa fora e, simplesmente, sentindo na pele o calor suave de ter vocês perto de meu coração.


Claudia Félix

Foto: Netinhas no meu coração. Florianópolis. 19 agosto 2014

19 agosto, 2013

Tanto mar



Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
Ainda guardo renitente
um velho cravo para mim
Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente
nalgum canto de jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei, também, quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Canta primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente
algum cheirinho de alecrim



Chico Buarque 


Foto: Cheirim de alecrim. Campeche. Florianópolis.

...
Quanto mais o tempo se alonga em nossos olhos e a vida aumenta em nossos calendários, por estes caminhos de idas e vindas, de inícios e fins, de alegrias e tristezas, de acertos e desassossegos, irmãos são estas pessoas que permanecem ao nosso lado, mesmo que de longe, sempre a nos zelar. 

E nos dão a certeza de que jamais estaremos sós neste mundo tão vasto.
    

19 agosto, 2012

Eu sei que vou te amar


Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente
E cada verso meu será
Pra te dizer
que eu sei que vou te amar
Por toda minha vida
Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta ausência tua me causou
Eu sei que vou sofrer
a eterna desventura de viver
A espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida


Tom Jobim

. . .

Meu peito apertado abraça a lembrança de vocês, neste final-de-tarde de agosto, nesta casa que passamos grande parte da vida. Como adoraria estar ao lado de vocês e correr pelas ruas e brincar de amarelinha, e lamber as panelas dos doces, e olhar em seus olhos e saber que, para sempre, estaremos juntas!

patiodotempo.blogspot.com

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"e o mundo é meu, o mundo é seu, de todo mundo..." Zeca Baleiro